segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fisioterapia na Saúde da Mulher em estágio supervisionado de uma Faculdade no município de Vitória- Es

**Por:Fabiana Menezes de Miranda
Profa. do curso de Fisioterapia da FESV-ES

A fisioterapia tem surgido com um novo papel, integrando programas de promoção e prevenção na saúde da mulher. Esses novos modelos de assistência têm-se mostrado eficazes para tratamento de incontinência urinária, principalmente para mulheres climatéricas e gestantes no último trimestre gestação.

 O estágio de fisioterapia voltado para a saúde da mulher, realizado semestralmente pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória-ES têm obtido resultados, consideravelmente importantes, para essa disfunção, tanto na recuperação como na prevenção, além de obter relatos de melhora nas disfunções sexuais dolorosas femininas, assim como nas disfunções orgásmicas.
Palavra chave: Incontinência, Fisioterapia, Estágio curricular

Introdução


A incontinência urinária é, hoje, um problema de saúde pública que afeta principalmente mulheres climatéricas, como mostra Guarisi et al, onde demonstraram que 35% apresentavam incontinência urinária por esforço. Essa prevalência torna-se ainda maior quando comparada com sexo masculino (3:1) (Polden, 2005).

Apesar do alto índice, poucas são as mulheres que procuram algum tipo de tratamento, devido à vergonha de procurar atendimento, falta de conhecimento e esclarecimento do problema e até mesmo despreparo de alguns profissionais da saúde.

Incontinência urinária é definida, segundo a sociedade internacional de continência como “uma condição em que a perda involuntária de urina é um problema social, higiênico e objetivamente demonstrável”. É uma condição multifatorial que afeta diferentes faixas etárias e que ainda é considerada por muitos, erroneamente, como uma condição normal do envelhecimento. Essa condição constrangedora pode levar a frustrações, afastamento de convívio social, quadros depressivos e até mesmo, ser precursor de doenças oportunistas.

Durante muitos anos a cirurgia era considerada a melhor opção de tratamento, mas as recidivas eram freqüentes após alguns meses ou até anos, submetendo as pacientes a novas cirurgias, e muitas vezes, com piora do prognóstico.

Atualmente, a fisioterapia em combinação com tratamento médico, visa melhorar o quadro clínico deste comprometimento ou, ao menos, melhorar as condições higiênicas, psicológicas, além de envolver os familiares nos cuidados e esclarecimentos sobre todo o mecanismo fisiológico do problema e sobre todos os recursos disponíveis para solucioná-los.
A fisioterapia voltada para incontinência urinária acontece em Unidades de Saúde da Grande Vitória e Centro de Convivência do bairro Jardim Camburi no município de Vitória-ES, durante o estágio supervisionado curricular da Faculdade Estácio de Sá, onde é feita avaliação e tratamento específico. Além disso, os alunos esclarecem dúvidas através de seminários e cartilhas elaboradas por eles. O interessante é que, muitas vezes, os alunos detectam incontinências leves, que algumas mulheres não tinham consciência da existência.

Continência


A continência urinária é mantida quando existe uma boa sustentação do trato urinário, função esfincteriana normal dos músculos, disposição anatômica normal dos órgãos, pressão intra-uretral maior que a intravesical, inervação da musculatura lisa íntegra e normalidade do músculo detrusor.

Incontinência

Geralmente são divididas em cinco tipos, dentre elas serão definidas as duas principais:
-IU premente ou de urgência – perda involuntária da urina acompanhada de um desejo forte de micção.
-IU por esforço perda urinária involuntária aos esforços tais como: tossir, espirrar, saltar, correr, etc. É considerada a mais comum das incontinências e a mais fácil de tratar.
É importante ressaltar que existe um tipo de incontinência urinária temporária que pode ser causada por uma infecção urinária, e que pode ser resolvida após o tratamento medicamentoso desta infecção.

Climatério


É um período em que os hormônios produzidos pelos ovários vão progressivamente deixando de ser fabricados. A diminuição desses faz com que os ciclos menstruais tornem-se irregulares, até acabarem completamente. Nesta fase de transição ocorrem alterações físicas e psíquicas importantes, que comprometem a qualidade de vida da mulher.
As alterações hormonais do climatério provocam diminuição de fibras de colágeno e hipotrofia muscular de apoio do trato genital, perda de elasticidade, entre outros, predispondo a um possível quadro de incontinência.

Gestantes

O peso do feto, principalmente no último trimestre, provoca compressão dos órgãos pélvicos. Além disso, as mudanças anatômicas temporárias e o esforço do parto podem ser causadores em potencial de incontinência urinária em mulheres que não realizam um programa de exercícios preventivos.

Tratamento Fisioterapêutico

O tratamento fisioterapêutico ocorre todo semestre com turmas do 70 período de fisioterapia, em mulheres com idade igual ou superior a 45 anos e gestantes nos três trimestres de gestação, através de estágio supervisionado.
Primeiramente é realizada uma avaliação sucinta, individual e específica em cada mulher, para a preparação de um protocolo de tratamento e evolução do quadro.

O trabalho é feito em grupos, onde os alunos iniciam por palestras educativas, previamente sugeridas pelas mulheres envolvidas e, é fornecida uma cartilha resumida sobre o assunto abordado em cada palestra. Logo após ensinam exercícios específicos, principalmente os de assoalho pélvico.
Ao final do atendimento elas são orientadas a realizar algumas atividades em casa, diariamente.
O estágio tem carga horária de 125h com uma freqüência de duas vezes por semana.
Palestras

As palestras são realizadas antes dos atendimentos, através recursos como: data-show, vídeos, pôsteres, cartilhas entre outros.
Os temas são sugeridos pelas próprias mulheres do grupo, onde podemos citar: câncer de mama, climatério, papel dos hormônios femininos, desenvolvimento do feto, benefícios dos exercícios na gestação, amamentação e higiene do bebê, desenvolvimento do feto, posições para relação sexual na gestação, incontinência urinária, exercícios para melhora das disfunções sexuais na melhor idade, métodos anticoncepcionais, planejamento familiar etc.

Exercícios
-Terapia comportamental ou reeducação da bexiga – consiste na micção em tempos para treinar a bexiga, tendo como objetivo separar a necessidade de urinar do ato de urinar.

-Percepção de assoalho pélvico – Consiste em treinar a propriocepção dos músculos do assoalho pélvico, identificando cada grupo por ação realizada. Diferencia as contrações dos músculos responsáveis pelo fechamento da uretra, dos músculos vaginais e anais.

-Trabalho muscular do assoalho pélvico – São realizados trabalho de fortalecimento e resistência dos músculos, de acordo com a necessidade. São realizados exercícios de Kegel, que são específicos para correta contração muscular. O fisioterapeuta deve condicionar o paciente a não utilizar, de forma compensatória, outros músculos, como: abdominais, adutores do quadril e glúteos.

Os exercícios são realizados com mudanças de decúbito de forma progressiva e são utilizados materiais, como: bolas de Bobath de tamanhos diferentes, colchonetes, halteres etc.

Considerações finais

Apesar da incontinência urinária, hoje, receber atenção especial em todo o mundo, ainda ocorre dificuldade de aceitação do problema pela maioria das mulheres, que preferem, muitas vezes, o isolamento à procurar um tratamento. Acredita-se que este fato se dê, principalmente, pelo baixo nível educacional, pela falta de orientação e até mesmo, decepção de métodos realizados no passado, sem manutenção, para evitar recidivas.

Os programas de fisioterapia na saúde da mulher têm a possibilidade de serem difundidos e podem ser implementados em locais menos convencionais, como possibilidades menos onerosas na saúde da mulher, evitando, muitas vezes, procedimentos mais invasivos, caros, com tempo de recuperação muito maior e nem sempre tão eficazes.

É importante salientar que a resolutividade dar-se-á a partir do momento em que os profissionais da saúde envolvidos, passarem a trabalhar de forma interdisciplinar e não apenas multidisciplinar.

Devemos enfatizar que os exercícios devem ser realizados, também, de forma preventiva, devendo ser incorporados à vida diária da mulher independente da faixa etária, visto que as mesmas são as maiores vítimas desta disfunção.
Referências

1-MARQUES, Keila S. Frade; FREITAS, Patrícia A.C. de. A cinesioterapia como tratamento da incontinência urinária na unidade básica de saúde. Fisioterapia em movimento, Curitiba, v.18, p.63-67, 2005.
2-POLDEN, Margaret; MANTLE, Jill. Fisioterapia em obstetrícia e ginecologia. São Paulo: Santos, 2005.
3-SOUZA, Cláudia E.C. Incontinência Urinária. Saúde em movimento. 2003
4-ACIOLY, Marília C.A.C. Sampaio. A incontinência urinária no climatério: uma proposta de tratamento fisioterapêutico. disponível em . acesso em 10 de Julho 2008.
5-Freitas, F. et al. Rotinas em ginecologia. Porto Alegre:3ed, Artes médicas, 1997. 358p.
6-GUARIS, IT; NETO, AMP; OSIS, MJ; et al. Incontinência urinária entre mulheres climatéricas brasileiras: inquérito domiciliar. Ver Saúde Pública, v.35, p. 428-35, mai. 2001.
7-LEON, MIWH. A eficácia de um programa cinesioterapêutico para mulheres idosas com incontinência urinária. Fisioterapia Brasil, v.2, n.2, 107-15. 2001.
8-SACOMORI, Cínara; CARDOSO, Fernando Luis. O papel da fisioterapia no tratamento das disfunções sexuais. Nova Fisioterapia, Rio de Janeiro, n.61, 14-16, Mar/Abr. 2008.


Fonte: Portal da fisioterapia

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Acupuntura não ajuda a induzir trabalho de parto, diz estudo

Embora a acupuntura seja promovida como uma maneira de induzir o parto em grávidas que passam da data do nascimento do bebê, um novo estudo questiona a sua utilidade.
Os pesquisadores descobriram que entre 125 mulheres grávidas que passaram da data nascimento, aquelas que foram aleatoriamente submetidas a duas sessões de acupuntura tinham não mais chance de entrar em trabalho de parto nas 24 horas seguintes.

Entre as avaliadas, 12% entrou em trabalho de parto, contra 14% daquelas que foram aleatoriamente submetidas a uma versão "engodo" da acupuntura.
As descobertas, relatadas na revista BJOG obstetrícia, acrescentam à evidência que a acupuntura pode não ser uma forma eficaz de induzir o parto em uma gravidez de pós-termo -aquelas que vão além de 41 semanas.

Cerca de 5% a 10% das mulheres grávidas têm uma gravidez de pós-termo, um atraso que aumenta o risco de complicações durante o parto. Devido a esse risco, os médicos induzem o parto com frequência quando uma gravidez dura além de 41 semanas.
Durante a indução do parto normal, o médico utiliza instrumentos para romper o saco amniótico ou estiramento do colo do útero. A acupuntura tem sido promovida como uma alternativa. Em teoria, pode ser que funcione pelo estímulo do sistema nervoso, que poderia provocar a contração do útero.

Há uma necessidade de alternativas para a indução do parto, disse Niels Uldbjerg, professor de ginecologia e obstetrícia no Hospital Universitário Aarhus, na Dinamarca, e pesquisador do novo estudo.
Muitas mulheres preferem evitar medicamentos durante a gravidez e o parto, e todos os formulários padrão do trabalho de indução aumentam as probabilidades de uma mulher precisar fazer uma cesariana em última instância, observou Uldbjerg.
No entanto, vários ensaios clínicos realizados nos últimos anos não encontraram nenhum benefício da acupuntura para a indução do parto.
"Este estudo demonstra claramente que a acupuntura não é uma alternativa aos métodos padrão de indução do parto", explicou o pesquisador.



 A acupuntura tem sido usada por mais de 2.000 anos na medicina chinesa para tratar uma grande variedade de doenças. Segundo a medicina tradicional, os pontos de acupuntura específicos sobre a pele são ligados aos caminhos internos que conduzem a energia e estimular estes pontos com uma agulha fina saudável promove seu fluxo.

Para o estudo, Uldbjerg e seus colegas submeteram aleatoriamente 125 mulheres com gestações em pós-termo à "acupuntura verdadeira" -com agulhas inseridas nos locais, que, segundo a medicina tradicional, estão associados às contrações uterinas e ao trabalho de parto- e a uma "versão simulada" da técnica, utilizando agulhas que não perfuram a pele. Cada mulher recebeu duas sessões em um dia.

Globalmente, o estudo não encontrou nenhuma diferença entre os dois grupos na porcentagem de mulheres que entraram em trabalho de parto após 24 horas. Também não houve diferenças nos outros resultados que os investigadores avaliaram, tais como a dilatação do colo do útero ou, em mulheres que entraram no trabalho, o tempo que levou até o bebê nascer.

"Os resultados são muito claros", disse Uldbjerg. "A acupuntura, como utilizada neste estudo, não induz o parto de pós-termo em mulheres grávidas."
Ele e seus colegas reconhecem, no entanto, que um curso de acupuntura "mais intenso", sem dúvida poderia ter produzido resultados diferentes. Eles também observam que muitos acupunturistas dizem que, para atingir um efeito "ótimo", a terapia deve ser individualizada de pessoa para pessoa.

A gravidez pós-termo é uma das principais razões que levam ao parto induzido. Mas induções também podem ser feitas em circunstâncias em que o feto corre risco de não obter nutrientes suficientes ou oxigênio da placenta; quando a bolsa d'água de uma mulher se rompe antes e o trabalho de parto não começa espontaneamente logo após; ou em alguns casos em que o mãe tem uma condição médica -como diabetes gestacional ou pressão alta- que está colocando em risco sua saúde ou a do bebê.

De acordo com Uldbjerg, a acupuntura tem sido estudada como uma forma de induzir o parto em casos onde a bolsa d'água de uma mulher se rompe precocemente, e os resultados têm sido "inconclusivos, mas sobretudo, negativos". Não é conhecido se a acupuntura pode ser útil em outras circunstâncias.

Fonte: Folha online

terça-feira, 20 de julho de 2010

Conheça os benefícios da Shantala para o bebê e saiba como aplicá-la

Shantalla é uma massagem indiana derivada da massagem ayurvédica. Não se sabe quando, mas essa massagem milenar foi criada em Kerala (sul da Índia) e descoberta pelo Dr. Frédérick Leboyer em uma viagem àquele país. Na ocasião, o médico observou uma mãe - que se chamava Shantalla - massageando seu bebê com uma intimidade e interação encantadora. Isso ocorreu num bairro pobre de Calcutá.

Shantalla é uma massagem sensorial. Os seus movimentos acalmam, aliviam cólicas, garantem um bom sono e aproximam mãe e filho. A criança ao ser submetida à shantalla parece expressar um misto de satisfação, surpresa e prazer. A prática da shantalla pode fazer com que as crianças cresçam muito mais seguras de si. 

 A Shantalla é uma técnica usada com a finalidade de acentuar o toque de afeto entre bebê e cuidador por meio da massagem corporal, contribuindo com o aumento da oxigenação dos tecidos, favorecendo na respiração, no tratamento das cólicas e prisão de ventre e no humor do bebê.
A massagem infantil estimula os sistemas: gastrointestinal e cardiovascular, aumentando a coordenação, o autoconhecimento, facilitando a comunicação e o vínculo com os pais. 

No tórax estimula a expansão torácica e faz com que o bebê respire melhor; no abdome, estimula a maturação do intestino, fazendo com que o bebê tenha menos cólicas. A shantala estimula a resistência imunológica, reduz o estresse, auxilia no desenvolvimento motor, favorece o ganho de peso, crescimento físico e o autoconhecimento corporal do bebê: na prática significa que o bebê terá um autoconhecimento do seu corpo. 

A massagem influencia no seu comportamento e supre suas necessidades emocionais. Na vida adulta ele terá mais facilidade em se relacionar com as pessoas, será mais amigável e amável. 

A shantalla proporciona um momento único de entrega entre mãe e filho, onde o toque da mão materna e a troca de olhares e emoções amenizam o trauma do parto e reproduzem o conforto do útero. A massagem pode ser aplicada a partir do primeiro mês de vida até a fase pré-escolar, ou até quando a criança aceitar. 

Aplicação da shantala

Para se aplicar a shantalla é preciso reservar um ambiente tranquilo, com luz branda, temperatura agradável, silencioso ou com uma música ambiente suave. É importante a mãe estar calma e relaxada, para não passar o estresse para o bebê. A massagem é realizada com o bebê desnudo, sobre as pernas estendidas da mãe, com ele sentado, mas não em contato direto com o solo. Pode ser com a mãe tendo as pernas estendidas, estando o bebê no trocador - móvel onde a mãe troca o bebê.

O ideal é que a mãe faça a shantalla tanto com o bebê no trocador como sobre suas pernas. A coluna deve estar ereta e os ombros relaxados, se necessário usar almofadas para apoiar a região lombar. Também é indicado retirar anéis e relógio. Use óleo de origem vegetal para facilitar o deslizamento das mãos. A sessão deve durar cerca de vinte minutos.

Alguns movimentos da shantalla devem ser feitos de cima para baixo e de dentro para fora, seguindo a linha dos meridianos (círculos imaginários)

• Com o bebê deitado de costas e totalmente despido: passe a mão sobre o rosto do bebê. Comece pelas sobrancelhas e termine fazendo movimentos ao redor da boca; 

• Cruze suas mãos sobre o peito, deslizando-as, movimento que vai do quadril até o ombro oposto, troque as mãos para iniciar o outro lado do quadril. 

• Deslizamento das mãos que vai do ombro até a mãozinha do bebê, sempre alternando as mãos e depois vá rosqueando o bracinho, e por fim, massageie as mãos.

• Mesmo movimento dos braços se realiza nas pernas.

• Com movimentos circulares no ventre do bebê, em sentido horário.

• Vire o bebê com a barriga apoiada em suas pernas: movimento de frente e trás percorrendo toda a parte das costas.

• Deslize a mão aberta, desça da nuca, passando pelas nádegas e finalizando nos pés.

• Cruze os braços e solte.

• Cruze as pernas sobre o abdôme e solte e leve os joelhos em direção à barriga.

• Termine a massagem com um delicioso banho, que será como uma forma de liberação.

A técnica deve ser feita pelo menos uma vez ao dia. No inicio repita cada um dos movimentos apresentados acima três vezes e vá aumenatndo gradualmente até chegar a dez vezes. É recomendável que a massagem seja efetuada pela manhã, mas não existe um horário rígido a ser seguido, a mãe deve procurar o melhor horário para o seu bebê.

*Importante
: Não se usa a shantalla em momentos de dor e desconforto, a massagem deve estar associada ao prazer.

O toque vai aonde as palavras não alcançam. 

Fonte: Vya Estelar Uol 

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Curso Humanização do parto


16 a 18 de julho 
23 horas/aula
R$400,00
Mais informações: www.inspirar.com.br